Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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MC Hariel faz história ao transformar teatro em baile funk com show inédito do Red Bull Symphonic

Show inédito reuniu ainda MC Don Juan, Neguinho do Kaxeta, Tasha & Tracie, MC Menor da VG, SUBMUNDO 808 e os 56 músicos da “Orquestra de Fluxo” criada especialmente para o espetáculo para celebrar do funk paulista

MC Hariel leva história e a potência do funk paulista para a estreia brasileira do Red Bull Symphonic - Créditos: Fabio Piva / Red Bull Content Pool

Com casa lotada, MC Hariel protagonizou no último sábado (8) a estreia brasileira do Red Bull Symphonic em uma experiência imersiva que transformou o Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina (SP), em baile funk. Ao lado do maestro Xuxa Levy, dos 56 músicos da chamada “Orquestra de Fluxo”, o artista revisitou diferentes momentos do movimento em uma narrativa que conectou passado, presente e futuro do funk, com referências à música clássica, à cultura dos bailes e à identidade de São Paulo, trazendo ao palco seis participações especiais: MC Don Juan, Neguinho do Kaxeta, Tasha & Tracie, MC Menor da VG, MC Ktrine, e SUBMUNDO 808

O ronco e o “randandã” da moto de Hariel deram o tom de uma noite que jamais caberia em um concerto tradicional. MC Hariel conduziu o público por sua história em seis atos - da Baixada Nascente, passou pelas homenagens à Daleste, pelo funk ostentação e por diferentes momentos de sua trajetória até chegar às novas gerações e ao futuro do movimento. Mais do que revisitar músicas, o espetáculo colocou em cena as memórias, os territórios e os afetos que formaram o artista. Confira a introdução do Red Bull Symphonic aqui.

Convidados especiais se reuniram no palco em uma noite que celebrou diferentes capítulos do funk paulista (Créditos: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool
 

As participações não entraram no show como aparições pontuais, mas como presenças que carregavam diferentes capítulos do funk paulista. Neguinho do Kaxeta apareceu ligado à Baixada Santista, território de origem dessa história e símbolo da resistência de uma geração que manteve o movimento vivo mesmo quando seus artistas eram vistos com desconfiança. Ao lado dele, Hariel revisitou “Exemplos” e “Louco e Sonhador”, conectando a própria trajetória às vozes que vieram antes. 
A presença feminina também foi construída como memória e continuidade: MC Ktrine entrou em cena representando o legado de MC Menorzinha, referência para muitas mulheres do funk paulista, enquanto Tasha & Tracie ampliaram essa passagem ao cantar “Tang”, seu primeiro hit que sampleia a funkeira referência. O encontro mostrou como uma obra pode atravessar o tempo, inspirar novas artistas e reaparecer com outra forma, sem perder sua origem. Um dos grandes momentos da noite foi apresentado a partir das notas de “Bachiana nº 5”, seguida da apresentação de “Mina de Vermelho” de MC Daleste, em uma homenagem ao artista. A apresentação foi embalada pela participação especial da bailarina clássica Patrícia Hellen, irmã de MC Felipe Boladão.

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